Os municípios de Paredes e Gondomar, membros da Área Metropolitana do Porto (AMP), defendem o alargamento da isenção de pagamento de portagens na Circular Regional Exterior do Porto (CREP/A41) a todas as viaturas.
A posição surge no âmbito da proibição de circulação de veículos pesados de mercadorias na Via de Cintura Interna (VCI) durante as horas de maior tráfego, avançou o Jornal de Notícias (JN).
A CREP atravessa seis concelhos em redor dos municípios do Porto e de Vila Nova de Gaia, apresentando-se como a principal via de alternativa para os camiões forçados a evitar o centro urbano. De acordo com as informações avançadas pelo JN, as duas autarquias vizinhas não antecipam novos constrangimentos de trânsito nos respetivos concelhos devido ao expectável aumento do fluxo de pesados, mas consideram indispensável eliminar ou reduzir as portagens para garantir uma circulação mais fluida na região.
Autarca de Paredes afasta receio de constrangimentos
O presidente da Câmara Municipal de Paredes, Alexandre Almeida, expressou convicção de que a interdição aos pesados na VCI não trará impactos negativos ao concelho. Segundo explicou o autarca ao JN, grande parte dos camiões que saem com destino ao Sul do país já utiliza habitualmente o traçado da A41/CREP.
Ainda assim, o edil paivense defende que as medidas de alívio do tráfego deveriam ir mais longe para captar o trânsito diário de passageiros. "O que fazia sentido era isentar também os veículos ligeiros na A41 ou reduzir a portagem para retirar ainda mais veículos da VCI", argumentou Alexandre Almeida nas declarações citadas pelo JN.
Apelo à gratuitidade em vias alternativas
A par da CREP, os municípios defendem igualmente que a gratuitidade das portagens deva ser estendida a outras vias estruturantes da Área Metropolitana do Porto.
Para as autarquias de Paredes e Gondomar, a eliminação dos custos de portagem para automóveis ligeiros encorajaria os condutores a optar pelas circulares exteriores, permitindo retirar do canal da VCI milhares de viagens diárias e reduzindo a pressão sobre os principais acessos à cidade do Porto.
Fonte: www.averdade.com