A Estação Radar N.º 2 (ER2), uma infraestrutura vital para a defesa nacional, celebrou no dia 15 de setembro, mais de seis décadas de atividade.
Segundo a Força Aérea Portuguesa (FAP), foi "em 1957, no Monte do Pilar, em Paços de Ferreira", que "nasceu a Esquadra de Deteção e Conduta de Interseção n.º 12, que mais tarde viria a denominar-se Estação de Radar n.º 2".
Passados "68 anos depois", a ER2 mantém o seu papel estratégico intacto. A instituição militar destaca que esta é a "Unidade da Força Aérea mais a norte de Portugal Continental", assumindo a missão diária de "vigiar o Espaço Aéreo Nacional e a garantir a prontidão dos meios de deteção e de comunicações". O trabalho é assegurado por uma equipa mista que envolve "militares e civis".
Manutenção e partilha de informação tática
Para além da vigilância constante do espaço aéreo, o polo militar de Paços de Ferreira assume "a responsabilidade de garantir que um dos elementos fundamentais da vigilância aérea nunca seja comprometido". É nesta unidade que "é feita a manutenção, reparação e conservação dos sistemas de vigilância, deteção e equipamentos eletromecânicos".
As infraestruturas da ER2 desempenham também um papel central ao nível das operações no terreno. A Força Aérea explica que "as comunicações, que ligam os meios em terra às aeronaves e que permitem a partilha de informação tática entre diferentes meios e sistemas, são aqui realizadas".
Compromisso internacional e visão de futuro
O impacto desta unidade estende-se muito além das fronteiras físicas do concelho pacense. A atividade desenvolvida na ER2 dita que a estrutura contribua diretamente "para o sistema de comando e controlo de Portugal e para os compromissos da Aliança Atlântica".
Na hora de assinalar a data, a FAP sublinha que se trata de uma "trajetória marcada pelo sentido de dever, compromisso coletivo, inovação e resiliência", valores que "continuam a orientar o nosso caminho". Num balanço do percurso traçado, a instituição garante ter "consolidado a defesa aérea e expandido o nosso impacto", deixando uma mensagem de agradecimento: "A todos os que fizeram parte destes 68 anos de história, muitos parabéns!".
O foco, contudo, mantém-se na modernização e na resposta às exigências operacionais que se avizinham. "Este aniversário leva-nos a olhar para o futuro, convictos de que estaremos preparados para os novos desafios que se avizinham", conclui a Força Aérea Portuguesa.
Fonte: www.averdade.com